Problemas de sono aumentam o risco de lesões no trabalho

Os gerentes prestam atenção – problemas de sono podem custar muito dinheiro às empresas. Uma nova pesquisa indica que os funcionários que têm dificuldade para dormir ou em manter o sono correm mais risco de lesões no local de trabalho.

Em um estudo publicado  na edição de 1º de maio da SLEEP, pesquisadores canadenses descobriram que isso era especialmente verdadeiro para trabalhadores de colarinho azul.

Os autores extraíram dados do “Ciclo de Pesquisa de Saúde da Comunidade Canadense” de 2000-2001.

O estudo incluiu apenas participantes da pesquisa que tinham de 15 a 64 anos e trabalhavam em período integral ou parcial. Indivíduos que sofreram acidentes não relacionados ao trabalho foram excluídos do estudo.

Os pesquisadores identificaram 65.485 trabalhadores ilesos e 4.099 pessoas que sofreram acidentes de trabalho nos últimos 12 meses. Os respondentes da pesquisa foram categorizados por gênero, classe profissional e horas por semana.

Os pesquisadores se concentraram nas respostas dos participantes aos seguintes campos:

“Com que frequência você tem problemas para dormir ou permanecer dormindo?”
“Número de horas de sono por noite”
“A frequência com que o sono é revigorante”
“Quantas vezes é difícil ficar acordado”
“Pílulas para dormir tomadas no mês passado”

Ao analisar cada um desses elementos, os autores descobriram que aqueles que relataram problemas para dormir eram mais propensos a relatar acidentes de trabalho. As mulheres, neste caso, foram feridas com mais frequência do que os homens.

Trabalhadores que dormiam menos de seis horas por noite corriam maior risco de lesões do que pessoas que dormiam de 7 a 9 horas.

As indústrias mais propensas a lesões para os homens eram os empregos de comércio e transporte; para as mulheres, eram empregos de processamento e manufatura.

As taxas de lesões também aumentaram entre os trabalhadores em turnos. Aqueles com turnos rotativos ou divididos estavam em maior risco.

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